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O que nos trouxe até aqui

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É claro que toda a contenção e constrangimentos emocionais e económicos que esta ameaça viral fez abater, abruptamente, sobre todos nós, obrigam à máxima rapidez na incorporação de respostas comprovadamente vencedoras. As tais que todos gostaríamos de possuir e aplicar, por valerem um ou vários milhões, e em cuja demanda temos estado todos envolvidos quando, na esmagadora maioria, aderimos responsavelmente à emergência.

Ou, E o resultado dessas medidas para controlo e reversão da propagação do vírus começa a mostrar-se consistentemente encorajador, ao ponto de já estarmos perante o cenário de, em breve, iniciarmos o regresso progressivo, mas cuidadoso, à atividade económica – até por todos termos a pretensão de não morrermos da cura ao evitarmos morrer da doença.

E, como temos de recolher resultados em moldes diferentes, afigura-se muito recomendável adotar modelos de pensamento e ação diferentes. Começando por ter presente que, na sua essência, esta não é uma crise financeira, mas sim uma crise humanitária que nos coloca numa realidade surpreendentemente próxima de um bem urdido enredo de ficção científica e, profundamente diverso de tudo quanto temos experimentado nas últimas décadas e, porventura, nas mais longínquas.

A complexidade desta situação fica patente nas convulsões nos mercados, de país para país e de dia para dia, com o ritmo, duração e impacto da crise a serem de calibração quase impossível.

Este evento vem provocar uma interrupção na maior parte da atividade económica – uma autêntica paralisação de quase todos os agentes da atividade económica. E, por esse facto, a covid-19 vai prejudicar a capacidade de gerar receitas em 2020 e, pode começar a fazer-nos sentir como em 2008/2009. Mas como é diferente, importa analisar algumas dos fatores que tornam esta crise diferente.

Em 2008/2009 os financiamentos ficaram suspensos e, consequentemente, os investimentos pararam. Nesta crise está a ser posta à prova a capacidade de quem lidera para encontrar novas formas de gerir os respetivos colaboradores com novos instrumentos e novos modelos de liderança para os manter envolvidos, a despeito do “distanciamento social”.

O que também ficou claro, há pouco mais de uma década, quanto à necessidade de ajuste a níveis de atividade económica mais baixos. agora não se constata, pois tal como em anteriores situações de ameaça à saúde pública, também esperamos que o coronavírus será neutralizado e, consequentemente, as decisões atuais devem salvaguardar a adequada preparação para o regresso aos níveis de atividade económica próximos dos que experimentamos em 2019.

Assim como a proteção dos pilares da economia está no foco dos agentes políticos em todo o mundo, a proteção da capacidade “produtiva” deverá ser prioritária para os líderes dos negócios que, por via esse imperativo, têm de pensar nos respetivos colaboradores de uma forma bastante mais holística. Mais humanamente humana!

E certo que o momento carece de mais criatividade, mais foco e mais liderança. Mas tudo isso visa congregarmos estas e outras valências de molde a direcioná-las para aperfeiçoar o resultado da equação em que se sustenta o mundo dos negócios: o terreno das relações humanas.

As relações humanas são, agora mais do que nunca, o elemento crítico para agregar e potenciar a unidade multifacetada e polivalente das pessoas, tanto colaboradores quanto clientes.

Senão, pensemos nas imagens dos aviões perfilados em terra, nos edifícios vazios, nas ruas desertas. Creio que estas evidências bastam para reconheceremos a falta do mais importante para que, em tudo, haja vida: as Pessoas! Esta crise também é diferente nessa constatação: sem Pessoas, nada feito!

Mas, para que se faça com as pessoas, é essencial que se nos reconheça e valorize a dimensão humana com que, por exemplo não há muitos anos e no nosso país, os colaboradores de uma unidade industrial destruída pelo fogo, se entregaram incansável e gratuitamente à recuperação meticulosa de tudo quanto conseguiram aproveitar dos destroços, para voltarem a laborar o mais cedo possível, e recuperarem a situação que tinham perdido.

Sim! Na base disto tudo, estão e estarão as relações entre as pessoas cuja relevância é e será ainda mais crítica para todos recuperarmos desta crise. E esta afirmação não reflete apenas o que sentimos e pensamos, mas também as opiniões de todos os profissionais, a todos os níveis hierárquicos, com quem temos comunicado virtualmente, nestas últimas e longas semanas.

As Relações Humanas vão ser o mais crítico fator para conseguirmos recuperar e progredir, na nova normalidade que nos espera!

 

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